
No caso dos senadores, dos 54 eleitos em 2010, 24 estão sendo investigados pela força-tarefa e, destes, 17 disputarão a eleição em outubro, o equivalente a 71% do total de investigados. Seriam os casos dos campeões de inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações da Odebrecht: o líder do governo de Michel Temer, Romero Jucá (MDB), e o ex-presidente do PSDB Aécio Neves.
Se eleitos para o Congresso, eles mantêm foro privilegiado para ser investigados e julgados em casos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, ressalte-se que o novo entendimento firmado pelo STF estabelece que o foro para parlamentares federais só vale para crimes praticados no mandato e em função do exercício do cargo, de moldes que os crimes comuns realizados antes ou depois de assumirem seus cargos deverão ser julgados por tribunais de primeira instância.
No último dia 20, o Superior Tribunal de Justiça - STJ - estendeu as restrições do foro privilegiado para os governadores de Estado e conselheiros de Tribunais de Contas, o que fortaleceu ainda mais o entendimento exposado pela Suprema Corte.
Desde a mudança de entendimento do STF, no mês de maio, ao menos 105 casos envolvendo deputados e senadores já foram enviados pela Corte para a primeira instância da justiça.
Mesmo com a restrição do privilégio, os parlamentares investigados querem, mais do que nunca, a reeleição, a fim de continuarem desfrutando das benesses oferecidas aos cargos, além da imunidade parlamentar.

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