O ex-governador Sérgio Cabral (MDB) foi condenado nesta terça-feira (11) pelo juiz Marcelo Bretas a 47 anos e quatro meses de prisão na ação penal em que é acusado de receber uma mesada da empreiteira Carioca Engenharia.
Essa é a maior pena já aplicada em processos decorrentes da Lava Jato, superando outra imposta ao próprio emedebista, de 45 e dois meses. Cabral já acumula 170 anos e oito meses de prisão após sete condenações. O ex-governador é alvo de, no total, 25 denúncias.
De acordo com o MPF, o ex-governador recebeu em seu primeiro mandato R$ 200 mil por mês e no segundo, R$ 500 mil da empreiteira. As investigações apontam benefícios na obra da linha 4 do metrô, PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das Favelas e Arco Metropolitano.
De acordo com a denúncia, Cabral recebeu R$ 39 milhões da Carioca Engenharia em troca da execução das obras no Estado.
Em interrogatório, o emedebista havia negado ter recebido propina. Disse que a Carioca contribuiu para o caixa dois de suas campanhas bem como de aliados. Ele reconhece, contudo, ter usado para fins pessoais o que chama de "sobras de campanha".
Cabral está preso desde novembro de 2016, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O advogado Rodrigo Roca, que defende Cabral, afirmou que irá recorrer da sentença.
"As sentenças da 7ª Vara Federal em face do ex-governador já não chocam apenas pelas condenações em série, mas por sua inusitada matemática e disparidade de critérios com relação a outras condenações em processos idênticos", afirmou Roca, em nota.
Com informações de O Estado de S. Paulo
Com informações de O Estado de S. Paulo

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